quinta-feira, 2 de junho de 2011

Marta Suplicy: quando a ignorância encontra o autoritarismo

Veja do que esta senhora é capaz... É inacreditável. Ela, ignorante tanto sobre valores republicanos quanto sobre os códigos regimentais do Senado [de resto, inábil até para controlar a mesa de som da casa; repare], preside a sessão e o faz, sempre arrogante, de um modo truculento raramente visto na ditadura militar, atropelando - na marra mesmo - todos os recursos legais interpostos pela oposição.

Comporta-se no grito, de maneira infame, asquerosa, degradante, e no entanto, constrangedoramente perdida, cumpre a vergonha adicional de ser de todo dirigida pela senhora que a secretaria - note - e que passa os mais de nove minutos do vídeo soprando-lhe ao ouvido o que dizer. Não fosse aviltante, seria engraçado.

(Ressalto também o instante em que, tratando as exigências regimentais como se fossem instrumentos golpistas, expõe o modo como vê e compreende o papel da oposição - segundo ela, o de "fazer tumulto" -, assim como se desta só houvesse aquele estilo irresponsável do PT).

É tão espantoso que - atenção! - até aquele bravo patriota conhecido por Romero Jucá, líder do governo no Senado, teve de intervir em nome da democracia, da serenidade e da maturidade de mulheres e homens experientes, que representam os estados da Federação...

Isso é petismo na veia.


1 comentários:

Eduardo disse...

As presidências das casas legislativas sempre foram instrumentos das maiorias, o que é uma distorção, uma falha da nossa democracia.

Em SP recentemente pra evitar uma CPI espinhosa (Alstom), numa manobra imoral foi criada a CPI dos fumantes (!!!!), em MG o governo nada de braçadas.

Ser oposição ao PT é mole,não falta espaço na TV, jornal e revistas semanais, ainda dá pra posar de paladino da democracia, contra os autoritários petistas.

Ser oposição em MG e SP, entre outros, é garantia de mandato a pão e água, silêncio na mídia. Ou seja, só serve pra "fazer tumulto".